Capital Inicial emociona com clássicos e transforma São Simão, por uma noite, na “cidade do Rock”

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A banda Capital Inicial levou a uma viagem no tempo o público presente na Arena de Shows do 12° Festival Gastronômico, Esportivo e Cultural de São Simão.

O quarteto brasiliense formado por Dinho Ouro Preto (vocal), Fê Lemos (bateria), Flávio Lemos (baixo) e Yves Passarell (violão), foi a grande atração, no palco principal, na noite da última sexta-feira (15). O grupo apresentou o show “Acústico NYC”, que celebra os 30 anos do disco de estreia da banda e 15 do sucesso “Acústico MTV”.

A banda iniciou o show da turnê “Acústico NYC” com os hits “Ressurreição”, “A mina” e “Mais”. Se recuperando de uma dor no ombro esquerdo, Dinho Ouro Preto começou a apresentação mais contido, mas não demorou a se soltar e já saltava de um lado para outro do palco enquanto cantava os sucessos “Depois da meia noite”, “Como devia estar”, “Doce e amargo”, “Respirar você” e “O lado escuro da Lua”.

Numa breve conversa com o público Dinho disse “quando montamos um show, nunca sabemos quais músicas incluir. Muitas acabam ficando de fora e vão desaparecendo. Vejam se vocês conhecem essa aqui”, indagou o vocalista ao iniciar “Olhos vermelhos”.

O vocalista também tomou um tempo para falar sobre a situação política do Brasil e pediu que o público o ajudasse a cantar “Melhor do que ontem” e prontamente foi atendimento pelos fãs.

O clima de amor entre Dinho e o público foi tão contagiante que, em “Que País é Esse”, a multidão cantou uníssona uma das canções imortalizadas na voz de Renato Russo da Legião Urbana e presente em todos os setlists de shows do Capital Inicial.  Dinho transformou a canção numa espécie de hino brasileiro e “Que País é Esse” se tornou numa forma de protesto contra a corrupção política que assola o Brasil há vários anos.

A faixa foi seguida de “Como se sente”, “Vai e vem”, “Belos e malditos”, “Vamos comemorar” e “O Cristo Redentor”. Com quase 1h30 de apresentação, o vocalista comentou a participação de outro grande nome da música brasileira no disco “Acústico NYC”: Lenine.

“Quando convidamos o Lenine, pensamos que ele fosse querer tocar nossas músicas mais complicadas. Mas foi exatamente o contrário, logo no nosso primeiro encontro ele pediu para cantar algumas das nossas canções mais populares”, revelou Dinho, referindo-se a “Não olhe para trás” e “Tempo perdido”, da Legião Urbana.

“Eu nunca disse adeus”, “Me encontra”, – em homenagem aos músicos Chorão e Champignon, da Charlie Brown Jr, foram executadas ainda na primeira parte do show e na música “Proibida pra mim”, os vocais ficaram a cargo do guitarrista da Charlie Brown Jr, Thiago Castanho, que acompanha o Capital Inicial nessa turnê, como músico de apoio.

Depois de um intervalo de cinco minutos e sob o coro de “mais uma”, para a alegria da plateia e dos fãs o Capital voltou ao palco para interpretar músicas que ficaram de fora do novo disco, como “Fogo”, “O mundo” e “Música urbana”. Ao iniciar “Natasha”, o público mostrou que ainda aguentava mais tempo de show e foi ao delírio na Arena de Shows.

Apenas com o teclado ao fundo, “Fogo” fez todo mundo cantar junto e arrancou muitas exclamações de pessoas que tiveram suas vidas marcadas por essa musica do Capital Inicial.

A segurança Joscilene Nicasso estava na expectativa para “Primeiros Erros” e a magia realmente aconteceu. Dinho Ouro Preto pediu para que a plateia cantasse com ele e a Capital Inicial transformou a pequena e pacata São Simão na “Cidade do Rock”.

“Nós temos uma canção onde fala que todas as noites são iguais, mas hoje, aqui em São Simão, percebo que isso não é verdade. O que foi isso São Simão?!” Perguntou surpreso Dinho, no encerramento de mais de 2 horas de show.

Na terra da música sertaneja o bom e sempre atual rock ganhou, naquela noite, mais adeptos com suas guitarras e baterias.

“É difícil ir embora. A gente tem a sensação de que aqueles momentos mágicos e maravilhosos do show continuam em nossa mente”, ouvi de um fã com camiseta do Pink Floyd, que se dirigia ao portão de saída.

Embora, ninguém soubesse precisar o público presente no show, estimativas deram conta de cerca de 10 mil pessoas. Número este que veio a ser corroborado pelo vocalista Dinho Ouro Preto, que esfuziante do alto do palco sacramentou “daqui de cima, vejo tranquilamente que há neste recinto, mais de 10 mil pessoas”. Um artista do quilate dele e acostumado a grandes multidões é fato que sabe mensurar o seu público.

É fato e inegável que todos os três grandes shows da edição 2017 do Festival Gastronômico, Esportivo e Cultural de São Simão foram recorde de público, mostrando o sucesso deste que é, sem dúvidas, um dos maiores eventos gastronômicos do país.

Roqueiro de carteirinha, o prefeito Ibinho agradeceu a presença do público e o empenho de todos os servidores municipais envolvidos na organização e promoção do Festival, afirmando que “são vocês que fazem a nossa festa mais bonita e inesquecível”.